O Veículo não é o Tesouro
Publicado em Recursos Marketing de Rede
Se fores como eu, gostas de comprar coisas, não gostas que tas vendam. Vês-te facilmente na posição de comprador porque imaginas que este é que detém o poder, compra se quiser, mas o vendedor tem de vender para sobreviver.
Portanto, quem tem a necessidade é que tem de se sujeitar. E como tu imaginas que o vendedor é que tem de se sujeitar, não gostas de vendas porque não te queres imaginar submisso, pedinte, “compra por amor de Deus”. É justo.
Esquece este assunto das vendas e dos vendedores por uns minutos e vamos mudar de assunto. Vamos falar de comunicação.
Tu és um comunicador. Mesmo que não te tenhas dado conta, se és humano és um comunicador nato. Aprendeste a comunicar ainda dentro da tua mãe, depois através dos teus gestos, do teu choro. Ao longo da tua vida vais desenvolvendo novas formas de comunicação e, em cada segundo da tua existência, desde que tenhas alguém em relação contigo, estás comunicando.
Mas uma coisa é comunicar algo e outra, completamente diferente, é comunicar o que queremos e da forma mais adequada para atingirmos o objectivo: sermos compreendidos e sermos aceites. Haveria tantíssimo a dizer acerca disto, mas vou focar-me somente no que poderá ter interesse óbvio para ti, empresário actual ou futuro de marketing de rede.
Uma das principais dificuldades que eu tive, como empresário de rede, foi comunicar aos meus amigos o meu entusiasmo. Eu sabia que não era o plano de marketing nem os produtos que iriam fazê-los aderir ao meu negócio, não fora isso que me fizera a mim aderir(!), mas a possibilidade, a oportunidade que se abria diante dos meus olhos e para a qual não havia limites. Eu senti isso no primeiro dia em que assinei o meu contrato. Queria comunicar essa alegria, esse entusiasmo, essa sensação de liberdade, de leveza de alma. Não consegui. Pior, quanto mais entusiasmado eu me mostrava, mais eu via os meus amigos a retraírem-se. “o Rui não está bom da cabeça”, “lavaram-lhe o cérebro”, “passou-se!”.
Então deparei-me com este dilema: se eu não mostro entusiasmo, eles não se interessam, se mostro entusiasmo eles fogem. Perfeito. Que bela forma de iniciar um negócio!
Comecei a observar quem tinha mais sucesso e reparei que todos eles eram excelentes comunicadores. Não se limitavam a falar de números e de produtos, mas falavam do futuro, do que aí vem, do “ainda estamos no início do início”, e faziam-me vislumbrar um amanhã melhor, com mais dinheiro, mais saúde, mais tempo.
Esta visão inspirava-me, mas quando eu ia falar da oportunidade, falava de uma empresa americana, de uns empresários, de uns produtos, de um plano de compensação, de percentagens. Nada da visão. Essa tinha ficado a pairar no meu cérebro, como a recordação de um sonho, mas não saía da minha boca para fora. Resultado? Pouco ou nenhum.
Então descobri que a empresa, os produtos e a oportunidade eram somente veículos, não o meu produto. O meu produto eram o sonho, a visão do futuro, da prosperidade, da liberdade financeira e de tempo. Esse é o produto que eu estava a vender mas não era disso que eu falava, eu falava de percentagens complicadas, de uns produtos de alta ciência, de uma empresa distante com uns cientistas desconhecidos de quem dizia maravilhas.
Por isso eu detesto vendas. Estava a vender o produto errado às pessoas erradas. Quanto mais insistia no mesmo, menos resultados tinha e a falta de resultados levava-me a insistir ainda mais, num círculo vicioso de desastre. O meu grupo andava desmotivado, eu andava desmotivado. Não via alternativas.
Nessa altura perdi toda a minha organização de marketing de rede. Perguntei-me centenas de vezes: “como é que eu motivo estas pessoas?”, “como é que as posso levar à acção?”. Não sabia a resposta. E como eu não sabia, foram todos embora.
Não tinha conseguido motivar a minha equipa porque eu mesmo não estava motivado. E descobri porque é que eu não estava motivado: porque tinha perdido a visão. Estava tão envolvido e preocupado em falar de produtos, empresa e percentagens que tinha perdido a inspiração que vem do conhecimento do futuro.
Então deixei de me preocupar com vendas. Nunca mais vendi nada, limito-me a partilhar a minha visão, depois o meu sistema (que é uma espécie de turbo e blindagem), e finalmente a empresa, produtos e plano de compensação. Mas estes vêm no final. A primeira coisa que partilho é a minha visão e daí vem a inspiração e daí vem a motivação.
Se achas que não gostas de vendas, bem-vindo ao clube. Mais de 80% dos empresários de rede detestamos vendas. Mas isso não nos impede de termos sucesso porque o que não podemos fazer é vender produtos, mas sim partilhar uma visão.
Por isso o teu trabalho como empresário de rede é inspirar outras pessoas pela tua visão de futuro, depois mostrar como é que esse futuro é possível, partilhando o sistema e finalmente quais os veículos: os produtos e o plano de compensação. Se te transformares num vendedor, ou vendedora, focado em convencer, impingir, vender produtos ou negócios, vais ficar como eu fiquei naquela altura: sozinho.
Nós, em marketing de rede não estamos na indústria do bem-estar, nem das tecnologias, nem deste ou aquele produto: estamos na indústria de mudar a vida das pessoas, tudo o resto é veículo e tu não queres confundir o carro blindado com as barras de ouro que ele leva dentro, pois não?
O teu tesouro é o teu sonho, a tua visão. A empresa, produto e plano de compensação são somente os veículos. Eles estão a levar-te até ao teu sonho, ou limitam-se a acenar-te com uma cenoura para te fazer andar sem chegares a lado nenhum? Vê bem onde gastas o teu tempo e a tua energia, é que o veículo é dispensável, mas o tesouro não.
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Uma boa parte das pessoas que gostaram deste artigo também apreciaram a sequência de vídeos grátis comigo e com o Sílvio Fortunato em www.GrupoSilvioFortunato.com












Caro amigo Rui, muito obrigado por gravares estas palavras no meu subconsciente. Se sonhamos somos capazes de realizar.
Um grande abraço
Muitas cores na sua vida
Alberto Silva
O artigo está espectacular. Ajudou-me muito porque estou a entrar num negócio que irá iniciar em Fevereiro de 2011 mas que, além de ter produtos interessantes, para mim o melhor é mesmo o poder ser um dos pioneiros no negócio e agora, com este artigo, percebi que é mesmo isso que devo enfatizar.
Muito Obrigado,
Ezequiel Pinto
Olá Ezequiel, agradeço muito o teu comentário e fico muito feliz por poder ser de utilidade.
No que diz respeito ao Marketing de Rede cada período da vida do negócio apresenta os seus desafios: quando a oportunidade é recente tem 80% de possibilidades de não chegar aos 5 anos de vida. É o que dizem as estatísticas. De facto quase metade não passa do primeiro ano. Se somares a estes números o facto de normalmente não existir uma boa liderança, com experiência de sucesso, nem sistemas de trabalho online e offline que tenham resultados comprovados, o desafio é enorme para o empreendedor comum.
É necessário que alguns desses pioneiros, normalmente um ou dois, sejam pessoas de uma capacidade fora do vulgar para que o negócio funcione para os restantes membros da equipa. A taxa de retenção a um ano, nas oportunidades novas, é inferior a 15%. É compreensível pois muitas pessoas aderem levadas pela novidade e pela ideia de que o que é novo é que é bom, mas de facto, depois, no dia-a-dia, falta tudo para que o negócio resulte.
Não há nada de errado com uma empresa ser nova. Todas já o foram, só tens de verificar o histórico de sucesso que ela tem e decidir se tens o dinheiro, a experiência e o conhecimento necessários para pagares o preço do pioneirismo sem ires à bancarrota nos próximos 3 a 5 anos, que é o tempo que demorará o teu negócio a ganhar consistência (se não morrer entretanto).
Espero que tudo te corra bem, agradeço de novo imenso o teu comentário. Como te disse antes, cada período da vida de uma oportunidade apresenta os seus desafios. Se a tua é nova, ficas a saber (se é que não sabias ainda) alguns dos desafios que terás de enfrentar.
Abraços e sucesso.
Rui Gabriel
Reconheço que não será fácil começar a trabalhar com produtos que ainda não são conhecidos no país. Quanto ao MMN, já há muito tempo que ando a estudar o sistema e tenho a certeza que funciona. Também sei que não é fácil e uma das vantagens das pessoas que me apresentaram o negócio (patrocinadores) é que desde o início que me avisaram disso. Para mim, a honestidade é tudo e nesse aspecto são espectaculares.
Já tenho um pequeno grupo de pessoas que estou a patrocinar e espero que o que estou a fazer para ajudá-las possa ser suficiente. É claro que para isso, é preciso que elas sigam aquilo que eu aconselho.
Só uma dúvida, eu já vi os vídeos mas mesmo assim, não os achei muito elucidativos. Agora estou a ler o seu blog de uma ponta à outra para tentar assimilar mais algumas dicas e estou a pensar em aderir ao magnet system. Exactamente como funciona o sistema? O Blog explica isso ao pormenor? Se explicar, eu ainda vou lá chegar.
Obrigado por todas as dicas que me tem dado.
Olá Rui, parece que este artigo foi escrito diretamente a mim. Estou a vender o produto errado às pessoas erradas!
Espero poder aprender que o tesuro no MMN é o meu sonho, a minha visão, e, a empresa, produto e plano de compensação são somente os veículos.
Primeiro preciso SONHAR, depois, aprendo a duplicar isso as outras pessoas.
Olá, Rui.
Gostei muito deste artigo. È certo que também não gosto de vendas.
Porém, gosto de explicar aos meus amigos e a pessoas próximas,sobre
a importância dos produtos para a manutenção da saúde e, da oportunidade que daí advém, para uma vida melhor. Eu faço uso de alguns produtos e tenho me sentido sempre bem disposto. O mesmo espero que aconteça com os outros.
Um abraço!
Olá Rui.
Excelente artigo, parabéns! Mas, vindo de uma pessoa tão experiente como você, não era para esperar por menos. Eu não trabalho com MMN mas aplico Marketing Online em meus negócios há mais de um ano e vejo por ai muitas pessoas divulgando suas oportunidades de negócio de forma completamente errada. Nada como aprender com um verdadeiro mestre como você! Um grande abraço.
Elida Cristina.
Muito obrigado Elida pelo teu comentário. Somos todos mestres e alunos ao mesmo tempo.
Grande abraço,
Rui Gabriel
Prezado Rui
O seu artigo é muito importante. esta visão é a verdade cristalina. O importante é o homem e não oproduto, ou a empresa. É o sonho ,é o estilo de vida, é o poder de compartlhar e ajudar o outro> Depois que se decide qual o produto ou empresa que mais lhe cconvier.
Sou vendedor a mais de 40 anos. Adoro vendas: mas eu estudo vendas, eu invisto em conhecer todas as tecnicas . A medida que se conhece vendas, se conhecer o ser humano. VOce começa a ter o poder da CONFIANÇA.
Agora estou indo a fundo no estudo do MMN. Tenhho certeza que é o caminho mais simples para o sucesso. como sempre com muito estudo, muito observção, dedicação e foco
Sucesso
Roberto Guimarães.