Não Há Super-Heróis
Publicado em Recursos Marketing de Rede
No Marketing de Rede, como em todas as indústrias, Super-Heróis são coisa que não existe.
Quando alguém te quer dar a entender que tem poderes mágicos e que a vida é sempre cor-de-rosa, podes olhar para outro lado porque não é ali que vais achar o teu caminho. Pior ainda é se te tentam convencer que tu é que tens poderes mágicos ou que os poderás adquirir e virar a tua vida em 180º em coisa de 15 dias.
Saltos quânticos são coisas que não fazem parte do nosso dia-a-dia. Uma coisa não se transforma em outra completamente diferente sem que tenha passado por todos os passos intermédios e, quem te disser o contrário, está a mentir.
Então e os ganhadores da lotaria? Eles não mudaram de vida, completamente em poucos minutos? Não. A vida deles mudou, mas eles não mudaram de vida. Lá dentro continuam a ser os mesmos de sempre. Sabes quantos ganhadores de lotaria continuavam ricos 5 anos depois de terem ficado milionários? A mesma percentagem de milionários correspondente à restante população: 1%.
O que aconteceu aos restantes 99% de ganhadores? Quando ganharam, eles não ficaram ricos, eles continuaram pobres, mas com dinheiro. A riqueza não se mede pela conta bancária, mas pela vivência dos processos que colocaram lá o dinheiro. Se não viveste o processo da prosperidade, não importa quanto dinheiro te coloquem na conta, o teu saldo acabará por corresponder com o teu processo. Por isso praticamente todos os ganhadores da lotaria ficam pobres de novo ao fim de algum tempo.
Já ouviste falar de pessoas ricas que perderam tudo? Eu já.
O que acontece com todas elas? Passam por dificuldades durante algum tempo mas depois reconstroem tudo o que perderam e ainda adicionam mais umas coisas. Porquê? Porque conhecem e vivem os princípios da riqueza, e isso não é somente uma coisa que se aprenda: tem de ser vivida.
Eu não quero dizer que não existam acontecimentos dramáticos de dêem a volta à nossa vida em poucos minutos, é claro que os há, mas o que acontece daí para a frente nada tem a ver com o acontecimento, e sim com a forma como nós o vivemos. Um acidente, a morte de uma pessoa querida, a perda total de bens, guerras, doenças, são tudo coisas trágicas que nos transformam, sim. Têm o poder de nos mudar, mas o “mudar para onde” depende somente de ti e de mim.
Serve toda esta conversa para ilustrar uma ideia: quando vês alguém de sucesso, não penses que essa pessoa é muito diferente de ti e não penses que ela se tornou assim do dia para a noite. Desconfia se te quiserem impingir a ideia de resultados rápidos, mágicos e duradouros.
Este tema leva-nos a um outro, o desenvolvimento pessoal.
Como transformar então a tua vida? Precisas de uma decisão, depois de um mentor, em seguida de uma equipa, um método, um plano e, no final, a tua acção. Na tua vida passarás por 2 ou3 grandes mudanças repentinas, mas as mudanças importantes são normalmente graduais. Precisas de viver o processo.
Tu nunca terás todas as competências. Super-Heróis não existem, lembras-te? Mas se tiveres uma equipa de pessoas empenhadas no mesmo que tu, terão, entre todos, todas as competências necessárias. As qualidades de uns compensam os defeitos de outros. É assim que se trabalha em equipa.
Precisas de aprender a lidar com as tuas limitações e a pedir ajuda. Precisas também de estar atento às limitações dos outros e oferecer ajuda. As condições nunca estarão perfeitas, tu nunca terás a sensação de ser um Super-Homem ou Super-Mulher, mas farás coisas tão grandes que nem eles conseguiriam fazer.
Não te esqueças: qualquer vitória termina e nenhuma derrota é definitiva. Tudo é um processo. Se queres mudar de vida, decide hoje mudar. Essa decisão vai alterar um pouquinho só a tua trajectória, mas essa trajectória irá levar-te a lugares que nunca terias sonhado e a resultados que, neste momento, te parecem impossíveis até de imaginar.












Muito bom Rui Gabriel,
Você fala de forma clara e limpa. Estamos tão longe de si, teu conhecimento, mas podemos sentir em sua escrita a verdade que transmite confiança.
Antônio Casagrande.:
Obrigado Antonio,
devo dizer-lhe que ninguém é tão pobre que não possa partilhar alguma coisa. É assim que se torna rico, partilhando.
Abraços