Marketing de Rede: 3 Perguntas TABU.
Publicado em Recursos Marketing de Rede
Existem três perguntas que não se fazem em Marketing de Rede. São tabu. E não se fazem principalmente porque poucas são as pessoas, incluindo liderança, que têm as ideias claras a respeito desses assuntos.
Quase toda a gente no Marketing de Rede, para não dizer mesmo “toda a gente”, já que nunca encontrei ninguém que pensasse de outra forma, pensa que um método de trabalho é algo estático, que não há lugar nem para adaptações nem para inovações.
Fico triste por verificar que a indústria do multinível é a mais conservadora do mundo, somente comparável com o comunismo e com um certo tipo de religião. As mudanças são praticamente impossíveis, desaconselhadas, e, quando acontecem, foram conseguidas por espíritos ímpares, pioneiros destemidos que arriscaram imenso sozinhos, que foram criticados, postos de lado, ridicularizados… até terem resultados visíveis. Aí toda a gente corre atrás a dar palmadinhas nas costas e a tentar arranjar uma forma de ganhar alguma coisa com o trabalho daquele “desgraçado”.
Portanto, um aviso antes de leres este post: pelo simples facto de colocares estas perguntas à tua liderança, colocas-te a ti mesmo sob suspeita (“olha mais um engenheiro!”)
1 Tabu: Ser Original?
O cliché: “Não precisas saber nada, somente copiar.”
Apesar deste cliché ser tão comum que já ninguém duvida da sua validade, todos os gurus do empreendedorismo e do sucesso pessoal afirmam que a originalidade é condição de sucesso.
Estive a ler hoje mesmo Robin Sharma autor do “O Monge Que Vendeu Seu Ferrari” e de “Líder Sem Título”. Ele, como todos os outros gurus do empreendedorismo e do sucesso pessoal, afirma e cito:
“Atreva-se a inovar. Recuse qualquer coisa que esteja, mesmo remotamente próximo da mediocridade. Torne-e maciçamente inovador e use a sua paixão como um trunfo na manga”.
A originalidade é, não só inovação (inventar algo novo), mas também superação (melhorar algo que já existe). Contudo, no Marketing de Rede, a palavra de ordem é: “não inventes!” Porque será?
Porque, no marketing de rede, existe um factor determinante do sucesso chamado “duplicação”.
Ganha dinheiro quem conseguir ter um sistema que dê alguns resultados e que seja usado por muitas pessoas. Por esse motivo se ensina “conformidade” e não “inovação”.
Será que a inovação não tem lugar em Marketing de Rede? Claro que tem. Se não tivesse existido inovação, não existiria sequer o Marketing de Rede assim como não existiria nenhuma empresa nem nenhum método de trabalho. Todos são fruto da visão, da criatividade e do trabalho árduo de alguém. Contudo, em seguida, os criadores desses métodos a maior parte das vezes, insistem na conformidade de todos os aderentes, desta vez com o método que eles mesmos criaram.
Esta pressão para que todos actuem em conformidade é eficaz. Nem toda a gente é inovadora, aventureira, criativa. O facto de haver um método que traz resultados usando o mínimo possível de cérebro nivela o negócio por baixo, e faz com que seja possível qualquer pessoa poder desenvolvê-lo.
Será que quem se limita a agir em conformidade com o método “duplicável” terá muito sucesso? É evidente que não. Porquê? Simplesmente porque é impossível vir a fazer parte dos 5% de bem-sucedidos, pensando e agindo como os outros 95%.
Entre as pessoas que aderem a uma oportunidade de Marketing de Rede, temos 3 tipos de associados:
- A maioria flutuante. Serão uns 80% dos associados. Não usam método nenhum ou usam-no intermitentemente. Não têm qualquer resultado interessante e desistem em alguns meses. Alguns deles, uma boa parte efectivamente, continuam a acreditar que o Marketing de Rede é uma boa coisa e então entram em outra empresa, depois em outra e depois em outra ainda. Estas pessoas, algumas de elevado potencial, não chegam sequer a aprender os conceitos básicos do modelo de negócio de Marketing de Rede.
- Os comprometidos. Estes serão uns 15%. Estão dedicados ao seu negócio, comprometidos com o projecto. Aprendem o método e executam-no. Alguns deles têm bastantes resultados: os que se identificam com o método. Se tivessem sido eles a inventá-lo fariam precisamente aquilo. Os outros ganham algum dinheiro e constroem algum negócio, mas este não descola. Estão aprisionados por um sistema que, apesar das boas intenções, não lhes permite dar expressão ao seu potencial próprio. A maior parte destes acabam por abandonar o projecto.
- As estrelas. São 5% dos associados e têm muito sucesso. Aqui há dois tipos de pessoas: os comprometidos que usaram o sistema, se identificam com ele e o integraram nas suas personalidades, e os outros comprometidos que não abandonaram o projecto. Ambos aprenderam com o sistema e o usaram para exprimirem ao máximo o seu próprio potencial, uns de forma mais “canónica” e outros de forma mais “inovadora”. Contudo, se não estás identificado com o teu projecto e com o teu método e se ele não se identifica contigo, nunca serás uma estrela.
Este terceiro tipo é aquele onde todos ambicionam estar, mesmo a maioria flutuante. Contudo somente uns 5% lá chegam. São os que acharam o seu lugar.
Quer isto dizer que o Marketing de Rede é uma mentira? Que realmente a possibilidade de qualquer pessoa ficar rica não existe? Não. Essa possibilidade existe, mas o caminho tem de ser percorrido por toda a gente. Não se pode querer estar nos 5% pensando e agindo como um dos 80% ou mesmo como um dos 15%.
Qual o papel então do método? Devemos limitar-nos a copiar um sistema ou devemos ser originais e inovadores?
Ambas as coisas. Não te esqueças de que, desde que nasceste, estás a viver um processo de desenvolvimento pessoal e o melhor método é aquele que te dá as ferramentas e o apoio, mas cuja liderança, ao mesmo tempo está interessada no que tens a dizer, nas tuas ambições, competências, paixões e te ensina a usar esse teu potencial para fazeres explodir o teu negócio de Marketing de Rede.
Não tenhas ilusões: se o teu negócio de rede ou o método do teu grupo de trabalho está a abafar o teu potencial ou a tua paixão, está a prestar-te um péssimo serviço e tu, permanecendo aí, estás a desperdiçar os teus talentos e a perder uma fortuna.
Todos somos humanos e todos temos um potencial incrível. O teu sistema de Marketing de Rede tem de ser suficientemente poderoso para te orientar no início de forma assertiva (ensinar, formar), mas ao mesmo tempo corresponder ao teu compromisso ajudando-te a identificar as qualidades e competências que já tens, os teus desejos, gostos e ambições, e proporcionar-te a aquisição das competências que ainda não tens e de que irás necessitar para o teu sucesso.
Um bom sistema, duplicável, não é aquele que quer formatar toda a gente da mesma forma, mas aquele que é maleável o suficiente para se encontrar a meio caminho: tu fazes uma parte do caminho, através do teu compromisso e da humildade para aprender coisas novas, e o teu upline tenta entender os teus sonhos, objectivos, gostos e competências. Do casamento destas duas coisas sai o teu plano de acção, um com o qual te identificas e que te dará prazer em executar.
Se deves copiar ou ser original? Porque é que tens de escolher uma destas duas opções se podes ter ambas?
Vou dar-te um exemplo: o simples facto de eu estar aqui a expôr esta questão, muitos empresários de multinível estão a torcer o nariz e a mexer-se nas cadeiras. Esta é a minha opção pessoal: exprimir a minha opinião e dar voz às pessoas que não sabem como exprimir-se ou que não têm os meios.
Este é um exemplo de como eu posso ser original. Por outro lado uso um modelo de marketing na internet que é ensinável e duplicável, a Academia-do-Sucesso. Este é um método dedicado a ensinar os empresários de internet marketing a serem originais, reconhecidos, apreciados e pagos.
No meu negócio de Marketing de Rede, faço logo nos primeiros dias uma reunião de cerca de 2 horas e meia, chamada “planificação empresarial” com o objectivo de identificar os sonhos e ambições do novo distribuidor, estabelecer junto com ele, datas para a sua realização e metas intermédias. Depois verificamos as competências e valências que ele já tem, para as potenciarmos e colocarmos ao serviço do seu novo projecto, ao mesmo tempo que avaliamos quais as que ainda não tem e que precisa desenvolver.
No final sai um plano de acção detalhado em que o novo distribuidor vai colocar em prática as tarefas definidas para acção diária. Estas tarefas incluem sempre instrução e acção.
Como já verificaste, nunca existem dois planos iguais pois cada pessoa tem as suas características, gostos, valências, e objectivos. Nós, como uplines, temos a missão de ajudar essa pessoa a cumprir os objectivos dela, não os nossos.
2º Tabu: Ser profissional?
O cliché: “O Marketing de Rede é para todos, não importa classe social, raça, credo, situação financeira, educação formal.”
O Marketing de Rede é quase sempre divulgado como algo que qualquer pessoa pode fazer nas suas horas vagas. Existe alguma verdade nisso, mas somente alguma. O que é um facto é que ser empresário de Marketing de Rede é uma profissão. Nesse aspecto é como ser canalizador, ou médico, ou advogado: ninguém nasce já ensinado.
O facto de se dizer que ninguém precisa de especiais competências para fazer este negócio é um tiro no pé pois a pessoa fica a pensar que não precisa aprender nada, o que já sabe é suficiente e depois fica muito admirada por não ter resultados duradouros.
Toda a gente precisa de aprender esta profissão. Há pessoas que não querem aprender nada novo e fracassam. Mesmo que, por causa da influência que possam ter junto dos amigos e conhecidos tenham criado uma organização de centenas de pessoas rapidamente, se não dominarem as especificidades do Marketing de Rede, morre tudo.
Por isso, não te iludas: se estás num multinível ou pretendes iniciar um, podes preparar-te para tirar um curso, e, como todos os cursos, este também te custará tempo e dinheiro. As boas notícias são que, se comparares os custos e os benefícios do Marketing de Rede com qualquer outro negócio, ou mesmo profissão independente, o Marketing de Rede ganha em quase toda a linha.
Cabe aqui o aviso, relativamente ao facto de o Marketing de Rede ser óptimo para pessoas em qualquer situação financeira.
O Marketing de Rede é óptimo para se ficar rico, mas péssimo para se sobreviver. O que quero eu dizer com isto? Quero dizer que, se não tiveres outra fonte de rendimento até o teu negócio de rede estar estabilizado vais passar por grandes dificuldades económicas. Imagina que começas um negócio tradicional, uma sapataria por exemplo, sem qualquer capital, nem para manter as despesas normais do negócio caso não vendas sapatos todos os dias. Estás em apuros.
Precisas de ter um fundo de maneio que te permita fazer face ao arranque, onde há muito trabalho e muita despesa, e não tens ainda rendimento. No Marketing de Rede é igual. Independentemente do que te disserem, tens de gerir muito bem os teus recursos para não matares o negócio ainda antes de ele levantar voo.
Precisas de ser profissional na gestão do teu dinheiro, do teu tempo, na gestão de relações, na capacidade de liderar, de dar o exemplo, em saber os números do teu negócio, as estatísticas, em saber elaborar projectos, estabelecer objectivos, estratégias e planos, reunir recursos, inspirar pessoas.
Tens de ser um profissional muito completo. Por isso, desde o primeiro dia em que inicias o teu negócio, estás de facto a iniciar um processo de desenvolvimento pessoal muito invulgar. Se o fizeres bem, terás uma vantagem de 100 para 1 relativamente a qualquer outra pessoa seja em que ramo de actividade for.
Não importa se fazes o teu negócio de rede em part-time ou em full-time, se não trabalhares todos os dias para te tornares um profissional, mesmo que trabalhes em part-time, estás a marcar passo e a perder o teu tempo. Neste negócio, como em qualquer outro, não há lugar para amadorismos.
3- Ser Melhor Que a Média?
O cliché: “O que importa é fazer, não importa como.”
Os líderes que pensam que “basta copiar” e que “não é preciso ser profissional” também costumam pensar que o conteúdo é que importa, a forma é irrelevante. Contudo, há uma coisa que tenho para te dizer: Sem forma não existe conteúdo.
Os pensamentos têm a forma de palavras. As palavras têm a forma de letras ou de sons. O formato da garrafa condiciona o comportamento do líquido no seu interior.
Estamos a falar de negócios e não de filosofia. Por isso vamos lá por as coisas claras:
Eu compreendo o argumento: “Ah imagina se eu, que nem sei escrever como deve ser, e mesmo assim tenho tanto sucesso, tu também podes conseguir!” Só que ele induz em erro: leva as pessoas a desprezarem o brio, a atenção ao detalhe e a excelência.
Dar erros de português é minar a credibilidade. Escrever com erros ortográficos não é admirável: é desleixo.
Estar associado com um site de design fatela é mortal, e gabar-se disso é somente querer mostrar como sendo “de propósito” uma queda humilhante na calçada. Algumas pessoas riem da queda mas toda a gente ri da justificação.
É claro que, entre expressar uma opinião e ficar calado, é sempre melhor expressá-la, com erros ou sem eles, entre fazer um vídeo de bom conteúdo ou não fazer nada, é melhor fazer o vídeo, mesmo não estando perfeito. Contudo não podes gabar o desleixo nem a falta de excelência.
Se podes escrever sem erros, mesmo com o dobro do trabalho: fá-lo. Se não souberes escrever de forma clara e cativante, pede ajuda. Se puderes comprar uma camara de vídeo melhor e fazer uns bonecos mais bonitos: não deixes de o fazer. Se podes contratar um serviço de design para te apoiar na tua comunicação visual: contrata.
E, se não puderes fazer nada destas coisas, não deixes que isso te cale: não. Faz o teu melhor com as circunstâncias que tens, todavia não arranjes desculpas para a tua falta e profissionalismo: arranja soluções, para que o teu próximo texto, ou o teu próximo blog ou o teu próximo vídeo façam justiça à pessoa fantástica que tu és.
Este artigo vai longo, parabéns por teres resistido até aqui. Como forma de te agradecer vou dar-te a minha colecção de vídeos de marketing pessoal, só para ti: Como ser um “guru” reconhecido, apreciado e pago.











